No campo:

O Xico trabalha na Quinta há 30 anos, é o nosso braço direito no campo. Tudo o que sabe aprendeu a fazer e a ouvir. Se há gente que no campo faz a diferença são pessoas como o Xico , os que viveram sempre com os pés na terra, tanto literal como figurativamente. Quando queremos uma opinião assertiva é ao Xico que a vamos
pedir. Um homem de confiança.

O Duarte, o meu filho mais velho, começou a trabalhar na Quinta logo no início do projeto, tal como eu fez de tudo um bocadinho, hoje é o responsável pelo campo.
Cada vez mais empenhado e com muita vontade de que tudo dê certo.
Dizem que não é fácil trabalhar com a família e nós dois bem o sabemos, mas o que mais me alegra e me faz sentir que vale mesmo a pena é saber que pensamos do mesmo modo nas grandes decisões, as que têm a ver com valores, princípios e caminhos a seguir. O resto são “peanuts” que vamos ter que aprender a gerir.

O Boonchu foi o primeiro tailandês a vir trabalhar connosco. Chegou em Dezembro de 2011. Se na época foi difícil o entendimento mútuo, hoje entendemo-nos às mil maravilhas. Sempre igual, sempre no mesmo ritmo, sempre com um sorriso e um
agradecimento, sem surpresas, é assim o Bonchu. Tão bom, que resolvemos multiplicar por 3.

Um ano depois vieram o Chaiwat. A mesma dedicação, o mesmo empenho o mesmo ritmo.

O Prathuenang é o terceiro tailandês
É um gosto trabalhar com eles.

O João Maltesinho é o nosso “miúdo”. Começou a trabalhar na Quinta com 21 anos.
Era um miúdo, mas a verdade é que estes anos têm feito o Maltesinho crescer e
aprender. Com a sua inseparável boina é um agricultor de corpo e alma, sempre
preocupado em ter as melhores culturas.

Dizem que na vida nada é por acaso e o Helder vem sem dúvida confirmar esta frase.
Começou a trabalhar connosco em Agosto de 2017, tem 31 anos e nunca tinha
conseguido um emprego, só, só mesmo, porque é surdo. Agarrou esta oportunidade
com unhas, dentes, mãos e pés. O Hélder é um trabalhador TOP, incansável e agora
um homem feliz.

No armazém:

A Bela está na Quinta desde 1992. A Mena desde 1997. Mal sabiam elas quando vieram para cá que um dia iam ser profissionais a fazer cabazes. Estão na história desde o cabaz número um, quantas vezes não me disseram “- Já não vamos conseguir fazer mais” muitos dias a acharem que estávamos no nosso limite ... e temos aprendido juntas que os limites podem ser sempre ajustáveis. Com a ajuda de novas instalações, novos procedimentos e cada vez mais know how até elas se espantam com a quantidade de cabazes que afinal conseguem fazer todas as semanas.

Em 2015 o Sr. João veio fazer um estágio do IEFP para a Quinta. Foi um mês a inventariar, limpar, arrumar todas as ferramentas . Correu muito bem, foi convidado a ficar. Com jeito para quase tudo, foi a fazer “quase tudo” que ficou. Passou pelo campo e foi parar ao Armazém. Exemplo vivo da polivalência essencial numa pequena empresa. É bem provável que ainda passe por outras experiências.

A Anabela veio em Agosto de 2017 trabalhar na apanha da pera, foi um bom elemento durante o período da apanha, que resolvemos convidá-la a ficar. É um dos elementos do armazém responsável pelo embalamento dos cabazes, o que faz todos os dias o melhor que pode.

O Sérgio chegou em Agosto de 2018, é o responsável de armazém, tal como o nome indica é ele que tem que zelar pelo bom trabalho e qualidade dos produtos que vão nos cabazes. É também ele que tem que organizar o trabalho de modo a que os carros saiam a horas para a distribuição.

A Verónica bateu um dia, em Janeiro de 2019, à porta do escritório a perguntar se precisávamos de alguém para trabalhar. Por acaso precisávamos. E ficou. Acho que não só encontrou trabalho, como uma família na equipa do armazém.

Na distribuição:

O Duarte Belo, apesar de ter um estatuto especial não deixa de ser um maravilhoso membro da equipa. Em .... lancei um desafio. Quem queria criar uma empresa e vir trabalhar connosco na distribuição dos cabazes? O Duarte respondeu, gostou da ideia, criou a empresa, e começou. Primeiro ficou com o concelho de Sintra e mais tarde com toda a Margem Sul. O Duarte é mesmo espetacular. Super organizado e dedicado à causa. É sempre o primeiro a chegar para carregar o carro e o primeiro a sair. O mais engraçado é que diria que era muito pouco provável que cá se mantivesse por tanto tempo. Mais um juízo precipitado.

O Pedro chegou cá um belo dia em Outubro de 2014, assim sem mais e disse que gostava muito de vir para cá trabalhar fosse no que fosse. Na altura fazia falta alguém no campo e foi lá que foi parar todo feliz. Mais tarde surgiu a necessidade de ter uma segunda pessoa nas entregas e o Pedro passou para as entregas todo feliz. O Pedro é realmente daquelas pessoas quase únicas e que qualquer empresa quer como trabalhador. Sempre pronto, sempre disponível, super eficiente , sempre sorridente, sempre feliz.

O Eduardo começou a trabalhar connosco em Abril de 2017. Sempre solicito, bem disposto e super simpático é um super elemento na equipa das entregas. Desde Janeiro de 2019 também faz parte da equipa dos Mercados. Ao sábado pode encontra-lo sempre sorridente no Mercado de Cascais.

O Pedro Rodrigues (que obrigou a que o 1º Pedro passasse a ser o Pedro Fernandes ou o Pedro careca, começou a trabalhar na Quinta em Maio de 2018 Este Pedro é um foguetão na verdadeira aceção da palavra. Ele passa a correr, sai a correr, chega a correr. Se houvesse uma corrida de 100m para distribuidores de cabazes nós inscrevíamos o Pedro.

No escritório:

A Bruna veio trabalhar para o escritório em Fevereiro de 2014, é ela que recebe as encomendas dos clientes, as processa, faz as encomendas aos fornecedores e fatura cabaz a cabaz. A Bruna é o nosso “tailandês” no escritório. Sempre ao mesmo ritmo, sempre disponível, sempre com um sorriso, sempre paciente. A Bruna não muda nunca o tom de voz, mesmo no meio de um holocausto, sempre pausado, calmo, sereno. (diz que já não é bem assim .. que mudou, que está mais refilona.. ainda não dei por isso)
Transmite confiança e tranquilidade. Eu sei que a Bruna nunca deixa de fazer o que lhe compete. O que mais me admira ( e acho que nunca lhe disse) é que em todos estes anos , com vários milhares de faturas processadas não deve ter errado mais de 10 vezes.

Havia uma miúda que estava sempre disponível para trabalhar, fosse nos mercados, ao fim de semana no armazém numa altura em que foi preciso embalar para as lojas, nos eventos, na nossa banca da Ribeira ... a Mariana estava sempre presente. E não era uma presença qualquer. A Mariana estava sempre em tudo de corpo e alma e se possível ainda pés, mãos, pernas, braços..., tudo.
Claro que, querendo ela, eu também queria que acabando o curso viesse trabalhar connosco . Que mais pode uma empresa querer do que alguém que sente a empresa como verdadeiramente sua, exageradamente sua? Que sofre, que se dedica, que se preocupa, que respira a Quinta. A Mariana é criatividade. As artes, sejam elas quais forem, correm-lhe nas veias. Mas corre-lhe muito mais ... porque gosta de muitas áreas, porque é boa em muitas áreas, porque tem uma cabeça que anda literalmente a 500 km à hora., o único problema é conseguir parar. Juntando tanto que lhe corre nas veias com o sítio onde está de alma e coração a combinação só pode ter resultados estrondosos.

A Nitos desde Novembro de 2018 porque a vida não dá muitas dá milhares de voltas. A Nitos é a cliente de cabaz número um. Conhecemo-nos há 18 anos, tínhamos filhos na mesma escola. E não foi só a 1ª cliente, foi também a empresa onde trabalhava a primeira a oferecer cabazes de Natal da Quinta do Arneiro a clientes. Lembro-me tão bem de como tudo era (ainda mais) artesanal... Nunca diria que vinha trabalhar connosco, nem eu, nem ela. Eu sempre quis muito e acho que o meu querer tem mesmo uma força especial. Mas é assim a vida e cá está ela. Entrou quando chegou a hora de termos uma Financeira na Equipa. Ainda estou para perceber como se gosta tanto de números.

A Tisbe veio em Dezembro de 2018. Nos primeiros dias o mais difícil foi atinarmos com o nome. Diz ela que já está habituada. A Tisbe é sempre uma lufada de ar fresco aqui no escritório. Sempre (quase) bem disposta e em festa, é ela que trata da “pasta para a contabilidade”, que fala com fornecedores, que organiza o material para os mercados, que trata dos vencimentos.

A Joana entrou na nossa equipa em Setembro de 2019 e vai ficar como responsável de marketing e eventos.

No restaurante:

O Tomás começou a trabalhar connosco em Março de 2018. Entrou como terceiro elemento de uma equipa, lembro-me de ter pensado que não ia ficar muito tempo. Como os juízos precipitados são enganadores. Não só ficou, como tem resistido a várias mudanças e hoje é o número um. Entretanto passou de um cozinheiro de comida “normal” como ele dizia a um ótimo cozinheiro de vegetais. Engraçado como há uns tempos me dizia que gosta mais de cozinhar o prato vegetariano do que o de carne. O Tomás é o tailandês da cozinha, sempre ao seu ritmo, a tempestade passa e o Tomás mantem-se na sua. Constante, cumpridor. Não gosta de protagonismo e por vezes falta-lhe um bocadinho de mais entusiasmo. Mas o que realmente dá segurança numa cozinha, tenho aprendido, é alguém como ele.

O Isaac veio a convite do Tomás, chegou Maio de 2019 e acredito, tem aprendido muito. Ainda muito novo tem muito caminho pela frente. Assim se dedique e empenhe e acredito que vai ser mais um grande cozinheiro.

A Inês começou em Novembro de 2018, como extra para a sala e subiu a Chefe de sala. A Inês, apesar de não ter formação na área, tem feito um enorme esforço para manter o serviço ao nível que todos queremos. Muitas vezes não é fácil trabalhar com picos de atividade, mas passo a passo e cada vez mais entendida na função, tudo se vai ajustando.

O Nayhml entrou em 2019 para a copa. Tivemos que começar por aprender a comunicar. Hoje já faz muitas “pernas” na cozinha. Segundo o Tomás super cumpridor e eficaz. Quem sabe não sobe de posto muito em breve.

Os “Extras” como chamamos a todos os que trabalham na sala do Restaurante aos fins de semana ou quando há um evento. São estudantes ou trabalham durante a semana. São a nossa salvação aos fins de semana quando “toda a gente” ruma ao Restaurante da Quinta. São a Bárbara, a Catarina, a Xana, a Bia, o Carlos.

Na cozinha dos transformados:

A Piedade é a mulher do Xico, apesar dele já cá trabalhar há 30 e tal anos, a Piedade só cá está desde Dezembro de 2018. Já nos conhecíamos, como é obvio, mas nunca imaginei que fosse tão assertiva. Gosto de pessoas assim, que reclamam quando as condições para poderem fazer um bom trabalho não estão de acordo com o que necessitam. A Piedade veio trabalhar com a Laurinda na Cozinha de Produção. Entretanto a Laurinda ficou de baixa e a Piedade assumiu a Cozinha. Passou a responsável e toma muito bem conta do cargo.

A Olha (que se lê Olga) desde Fevereiro de 2019 trabalha na cozinha de produção. É ela que faz os sumos e nos tempos “livres” ajuda a Piedade e a Liliana.

A Liliana é mais um caso de alguém que vem um dia para experimentar e que vai ficando e que às tantas transforma-se no braço direito da Piedade. Chegou em Junho de 2019.

Nos mercados:

São estudantes universitários que fazem os nossos mercados ao sábado. Sinto orgulho nesta malta nova que estuda durante a semana e que ao sábado se levanta às 6:00 da manhã para ir fazer os 3 mercados onde estamos, Campo Pequeno, Príncipe Real e Cascais. Faça chuva, faça sol, ou tempestade lá estão eles.
Ontem foram uns, que entretanto já acabaram o curso e começaram a trabalhar, hoje são outros e amanhã serão ainda outros mas todos com a mesma vontade de fazer o melhor.
Hoje a Catarina, a Vera, o Gonçalo , a Leonor, o Daniel e a Maria dizem presente.

Em casa:

A Filipa que está connosco desde 2010 é quem trata de nos ter sempre bem tratados. Já chegou a ir “apagar fogos” ao armazém e ao restaurante, felizmente já não tem sido preciso. Sempre preocupada com toda a família. É sem dúvida um enorme conforto poder contar com o almoço da Filipa, o jantar da Filipa, a casa arrumada pela Filipa.

Um bocadinho em todo o lado:

Sou eu, a Luisa. um dia tive uma ideia, da ideia nasceu um projeto, do projeto nasceu a obra, da obra está a nascer uma vida. E esta ideia, este projeto e esta obra um dia vão ter vida própria, tal como os meus filhos, e não vão depender de mim.
Nesse dia vou ter outra ideia…
Tenho que confessar que de cada vez que me pedem para atualizar “a equipa” fico um pouco mais assustada. Nunca na vida pensei que teria tanta gente a trabalhar neste projeto. É um orgulho saber que conseguimos chegar até aqui com as “contas todas em dia” mas também um susto. No entanto também sei que ainda não vamos ficar por aqui ☺

Os meus filhos que estão cá desde que nasceram, que já todos de alguma maneira fizeram parte desta equipa e que continuam a fazer parte desta casa. Que viram, não com o maior agrado, a casa invadida. O seu espaço tornado publico. Sim, sei que não é fácil, o que me leva a achar que valeu mesmo a pena é pensar que se não fosse assim provavelmente esta já seria a casa de outros.

As amigas:

Que ajudaram estando presentes quando foi mais preciso e tão importantes que foram e são na evolução desta Quinta. Com trabalho “pesado”, com animo ou com investimento. A Lena, a Leonor, a Teresa, a Manela cada uma delas tem um bocadinho de si aqui.


Bem hajam todos os que aqui dão e/ou deram tanto de si.